Código Da Vinci: para quem não leu... e talvez não lerá!
Você é universitário e se sente um alienado por não ter lido o Código Da Vinci, de Dan Brown? Por falta de tempo, vontade e até mesmo acesso ao livro você fica fora das rodinhas de discussão porque não leu a obra mais comentada dos últimos tempos? Então, saiba que você não está sozinho. Assim como eu, você integra o seleto grupo de pessoas que ainda não leram o Código Da Vinci.Descobri que a jornalista Clarissa Colares, 26, sequer folheou as páginas desta obr
a literária por falta de tempo. Ela me disse que quando tivesse sem nada para fazer escolheria algum dos livros de sua lista, que não inclui o Código Da Vinci. Por ganhar tanto destaque na mídia, o texto se populariza e a pessoa já lê com um pré-julgamento do que vai ser a história. Nisso a Clarissa e eu concordamos... Mesmo assim, com toda essa massificação, ela pretende um dia ler o livro, pois quer ter uma opinião formada sobre tudo.A estudante Débora Quevedo Borges, 19, concorda com Clarissa quando o assunto é
“best seller”, que dominam todas as vitrines de livraria e páginas da Internet. Como eu, ela gosta de ser surpreendida ao ler um livro e, hoje em dia, isso se torna impossível falando em Código Da Vinci. É sempre a mesma coisa, todo mundo lê, te conta a história e você perde toda a vontade de ler, se é que um dia teve.Mas não
pense que só as mulheres perderam a vontade de ler a obra porque já sabiam da história, o estudante Giulliano Alves Pacheco, 23, também não leu. Mas esse nãoé o único motivo, existe outro: a maneira como as pessoas interpretaram os temas abordados pelo autor. Isso deixou ele desanimado. Resultado do sensacionalismo da mídia, apoiado pela Igreja Católica.
Esse impacto foi tão forte que fez com que a funcionária pública, Sandra Tarouco Souza,
53, lesse primeiro os livros Desmascarando o Código da Vinci, de James Garlow e Peter Jones, e Decodificando Da Vinci, de Amy Welborn, que questionam alguns pontos da obra de Dan Brown. Depois de ler esse livro, ela, que foi criada numa família católica, ficou chocada com a forma como Brown conta a história de Cristo. Exaltada, ele me disse que o autor quis apenas causar polêmica e não se preocupou em deturpar a imagem de Jesus. Por último, deixou um belo recado para quem ainda vai ler o livro: Código Da Vinci não passa de ficção.No Orkut (que conta com comunidades esdrúxulas como ODEIO CAGAR FORA DE CASA e O Zé Gotinha Fuma Maconha), existem mais de 50 comunidades de leitores da obra, uns convencidos de que quem não leu está por fora, outros reclamando do que o autor escreve. Mas tem também duas comunidades, formadas por pessoas que não leram o livro: Eu não li o Código Da Vince , que atualmente conta com 15 membros e O Codigo Da Vinci, Eu Não li , no momento com 11 integrantes. Será que somos mesmo a minoria?Também existem aquelas pessoas que não leram, mas querem desesperadamente ler e encaram a espera por livros na biblioteca. A da Unisinos, uma das maiores da América Latina, possui apenas cinco exemplares do livro, pelos quais em média 150 alunos aguardam impacientemente.
Em meio a toda essa confusão, eu que não estava nem aí para o livro, acabei assistindo ao trailer do filme Código Da Vinci , baseado na obra literária. E assim como na literatura, o longa hollywoodiano já está entre os mais comentados do momento. Então, fiquei morrendo de curiosidade de saber mais sobre o livro. Para contar mais informações para você que também não leu, percorri alguns sites: Omelete e Historianet.
Para quem não tem a menor noção (alguns dados e a sinopse da obra)

De acordo com os sites, o Código Da Vinci foi publicado em 2003, pelo escritor norte-americano Dan Brown. Ele é casado com a pintora e historiadora de arte Blythe, que colabora para as pesquisas de seus livros.
A obra já foi traduzida para mais de 20 idiomas e circula por mais de 40 países. Tudo isso resulta em aproximadamente 15 milhões de cópias vendidas no mundo, sendo 400 mil apenas no Brasil, onde o preço de venda está por volta de R$ 40. A grande procura pelo livro se deve à narrativa atraente, leve e ao mesmo tempo complexa. A temática da obra enriqueceu o autor, mas também causou muita polêmica. Isso porque o livro mexe justamente nas feridas da Igreja Católica, propondo que Jesus Cristo foi casado e teve filhos com Maria Madalena.
A história inicia com o assassinato do curador do Museu do Louvre, em Paris, que era um dos líderes da antiga sociedade secreta Priorado de Sião, da qual Isaac Newton, Leonardo Da Vinci, entre outros, fizeram parte. Ao morrer, o curador deixa uma mensagem cifrada, que apenas uma criptógrafa e um simbologista podem desvendar. Ambos viram suspeitos e detetives ao investigar os enigmas que podem trazer à tona um segredo sobre a Igreja Católica, protegido pela sociedade secreta. Pistas ocultas são procuradas em obras de Da Vinci, como a famosa Mona Lisa e o Santo Graal.

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home