O futuro do P2P – De vilão a mocinho
Mesmo com toda a ilegalidade apresentada pelos sistemas P2P – pirataria, pedofilia, terrorismo, etc -, já existem projetos lícitos de distribuição de informações diretamente, sem o intermédio de um servidor. Desta forma, o P2P se torna bastante lucrativo, pois através dele os usuários dividem entre si o custo da transmissão de um arquivo muito “pesado”, tornando possível a utilização de diversos programas, principalmente os telefônicos.
É o caso da tecnologia VoIP – Voice over Internet Protocol (Voz sobre Protocolo da Internet) -, que através do programa Skype, permite a realização de conversas de voz em tempo real e com qualidade pela rede. Para utilizar o Skype, basta apenas ter um microfone, uma conexão de 33 kbps e caixas de som ou fone de ouvido. O programa pode ser comparado ao MSN Messenger ou ICQ, onde a comunicação é instantânea.
Além disso, prova de que o P2P pode deixar de ser vilão para se tornar mocinho, é o fato de que até a indústria cinematográfica vem aderindo a esse sistema. Através de um programa de P2P chamado Konitki, o festival Cinequest, da Califórnia, liberou na Internet seus filmes para que pudessem ser assistidos, mas não gravados. A BBC inglesa também entrou nessa onda e lançou um sistema que dá acesso à programação de seus canais diretamente. Com o iMP, o internauta pode assistir aos programas televisivos que depois de sete dias se apagam automaticamente de seu computador.
E não é só no quesito entretenimento que o P2P está auxiliando, afinal os alunos e professores das universidades americanas, alemãs e suecas, através da rede Edutella, vão trocar informações relativas ao estudo, diretamente. Embora ainda existam muitas controvérsias sobre a legalidade de programas que utilizam o sistema P2P, essas redes são uma realidade, que amplia seu número de usuários a cada dia, tornando cada vez mais complicado o controle sobre a disseminação de informação e entretenimento.

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