Terça-feira, Maio 16, 2006

Código Da Vinci: para quem não leu... e talvez não lerá!

Você é universitário e se sente um alienado por não ter lido o Código Da Vinci, de Dan Brown? Por falta de tempo, vontade e até mesmo acesso ao livro você fica fora das rodinhas de discussão porque não leu a obra mais comentada dos últimos tempos? Então, saiba que você não está sozinho. Assim como eu, você integra o seleto grupo de pessoas que ainda não leram o Código Da Vinci.

Descobri que a jornalista Clarissa Colares, 26, sequer folheou as páginas desta obra literária por falta de tempo. Ela me disse que quando tivesse sem nada para fazer escolheria algum dos livros de sua lista, que não inclui o Código Da Vinci. Por ganhar tanto destaque na mídia, o texto se populariza e a pessoa já lê com um pré-julgamento do que vai ser a história. Nisso a Clarissa e eu concordamos... Mesmo assim, com toda essa massificação, ela pretende um dia ler o livro, pois quer ter uma opinião formada sobre tudo.

A estudante Débora Quevedo Borges, 19, concorda com Clarissa quando o assunto é “best seller”, que dominam todas as vitrines de livraria e páginas da Internet. Como eu, ela gosta de ser surpreendida ao ler um livro e, hoje em dia, isso se torna impossível falando em Código Da Vinci. É sempre a mesma coisa, todo mundo lê, te conta a história e você perde toda a vontade de ler, se é que um dia teve.

Mas não pense que só as mulheres perderam a vontade de ler a obra porque já sabiam da história, o estudante Giulliano Alves Pacheco, 23, também não leu. Mas esse não
é o único motivo, existe outro: a maneira como as pessoas interpretaram os temas abordados pelo autor. Isso deixou ele desanimado. Resultado do sensacionalismo da mídia, apoiado pela Igreja Católica.

Esse impacto foi tão forte que fez com que a funcionária pública, Sandra Tarouco Souza,53, lesse primeiro os livros Desmascarando o Código da Vinci, de James Garlow e Peter Jones, e Decodificando Da Vinci, de Amy Welborn, que questionam alguns pontos da obra de Dan Brown. Depois de ler esse livro, ela, que foi criada numa família católica, ficou chocada com a forma como Brown conta a história de Cristo. Exaltada, ele me disse que o autor quis apenas causar polêmica e não se preocupou em deturpar a imagem de Jesus. Por último, deixou um belo recado para quem ainda vai ler o livro: Código Da Vinci não passa de ficção.

No Orkut (que conta com comunidades esdrúxulas como ODEIO CAGAR FORA DE CASA e O Zé Gotinha Fuma Maconha), existem mais de 50 comunidades de leitores da obra, uns convencidos de que quem não leu está por fora, outros reclamando do que o autor escreve. Mas tem também duas comunidades, formadas por pessoas que não leram o livro: Eu não li o Código Da Vince , que atualmente conta com 15 membros e O Codigo Da Vinci, Eu Não li , no momento com 11 integrantes. Será que somos mesmo a minoria?Também existem aquelas pessoas que não leram, mas querem desesperadamente ler e encaram a espera por livros na biblioteca. A da Unisinos, uma das maiores da América Latina, possui apenas cinco exemplares do livro, pelos quais em média 150 alunos aguardam impacientemente.

Em meio a toda essa confusão, eu que não estava nem aí para o livro, acabei assistindo ao trailer do filme Código Da Vinci , baseado na obra literária. E assim como na literatura, o longa hollywoodiano já está entre os mais comentados do momento. Então, fiquei morrendo de curiosidade de saber mais sobre o livro. Para contar mais informações para você que também não leu, percorri alguns sites: Omelete e Historianet.

Para quem não tem a menor noção (alguns dados e a sinopse da obra)


De acordo com os sites, o Código Da Vinci foi publicado em 2003, pelo escritor norte-americano Dan Brown. Ele é casado com a pintora e historiadora de arte Blythe, que colabora para as pesquisas de seus livros.

A obra já foi traduzida para mais de 20 idiomas e circula por mais de 40 países. Tudo isso resulta em aproximadamente 15 milhões de cópias vendidas no mundo, sendo 400 mil apenas no Brasil, onde o preço de venda está por volta de R$ 40. A grande procura pelo livro se deve à narrativa atraente, leve e ao mesmo tempo complexa. A temática da obra enriqueceu o autor, mas também causou muita polêmica. Isso porque o livro mexe justamente nas feridas da Igreja Católica, propondo que Jesus Cristo foi casado e teve filhos com Maria Madalena.

A história inicia com o assassinato do curador do Museu do Louvre, em Paris, que era um dos líderes da antiga sociedade secreta Priorado de Sião, da qual Isaac Newton, Leonardo Da Vinci, entre outros, fizeram parte. Ao morrer, o curador deixa uma mensagem cifrada, que apenas uma criptógrafa e um simbologista podem desvendar. Ambos viram suspeitos e detetives ao investigar os enigmas que podem trazer à tona um segredo sobre a Igreja Católica, protegido pela sociedade secreta. Pistas ocultas são procuradas em obras de Da Vinci, como a famosa Mona Lisa e o Santo Graal.

Segunda-feira, Abril 24, 2006

Virtualização – Adaptação do homem e de seu texto à tecnologia

O homem: reconstrução do indivíduo

O desejo contínuo de comunicar, de trocar mensagens, de se libertar e alcançar aquilo que parecia inalcançável sempre esteve presente no ser humano. É sobre esse assunto que trata o capítulo 2 – A Virtualização do Corpo -, do livro O que é o virtual?, do escritor francês Pierre Lévy. O livro explica que a tecnologia é a grande aliada que vem possibilitando ao homem a realização de sua desterritorialização e virtualização. As técnicas de comunicação permitiram ao homem não apenas compartilhar informações, como também estar em outros lugares e com outras pessoas sem sair de casa. O fenômeno da reconstrução do indivíduo também é conseqüência da revolução tecnológica, que permitiu ao homem remodelar seu próprio corpo, através de cirurgias plásticas ou de medicamentos que alteram o metabolismo e até mesmo que controlam o humor. No campo da comunicação, diversas pessoas puderam ter seus sentidos ativados, através de percepções semelhantes, possibilitadas pelo compartilhamento de imagens, sons e textos. Assim, representações do ser humano passaram a ser emitidas pela televisão, pelo telefone e pela Internet em forma de presenças quase reais.

O texto: estrutura virtual

No capítulo 3 – A Virtualização do Texto - do mesmo livro, Lévy analisa o texto como estrutura virtual desde suas origens e a forma como o leitor se relaciona com essa estrutura abstrata. De acordo com o livro, versões, cópias, traduções e exemplares atualizavam constantemente o conteúdo do texto ou a forma como este era enunciado. Ao ler esse conjunto de frases ordenadas, analisamos a informação, comparamos um parágrafo com outro que já havíamos lido, comparamos também com situações que já vivenciamos ou com outros textos. Assim, produzimos um hipertexto, através de relações e interpretações de fragmentos de texto com outros documentos. No livro, o autor reflete sobre o surgimento do computador, que tornou o texto digital, facilitando ainda mais a interação entre o leitor e o conteúdo. Agora, a cada leitura, é possível criar um novo texto, uma remodelação daquilo que foi escrito. E por incrível que pareça, estamos cada vez mais dependentes das possibilidades oferecidas pelo computador para a criação de hipertextos. Não apenas no trabalho e no estudo, mas até mesmo para o entretenimento, precisamos dessa tecnologia.
Mas antes da popularização do computador, não era assim. É sobre isso que Steven Johnson escreve em seu livro Cultura da Interface – Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. No capítulo 5, denominado Texto, ele explica de que forma os indivíduos que viveram uma parte de sua vida antes da massificação dessa máquina se adaptaram e adaptaram seus textos aos recursos oferecidos pela tecnologia. Mesmo quem já passou por esse período de adaptação, às vezes se depara com dificuldades ao deixar fluir as idéias para um texto no computador. Agora, podemos escrever frases mais longas, retirar um fragmento do fim da frase e colar no começo e assim por diante. A concepção de um texto de modo digital é diferente daquela feita com caneta e papel, em que era preciso formular toda a frase na cabeça antes de passar para a folha. Sem falar que os processadores de texto no computador auxiliam na correção ortográfica e na semântica.

O computador: interface visual e textual

Steven Johnson também reflete em seu livro sobre a funcionalidade de uma interface cuja linguagem textual seria utilizada em maior quantidade. No princípio, os computadores eram “trituradores” de números, conforme o autor. Devido a esta característica, foi possível evidenciar as propriedades estatísticas da linguagem escrita, que demonstram as características do autor de um texto, através da pontuação utilizada, das palavras empregadas e a quantidade de vezes que cada uma delas apareceu no documento. Permitindo, desta forma, que o computador desenvolvesse um inventário de acordo com o número de vezes que determinadas palavras ou recursos foram utilizados nos textos.
Atualmente, a linguagem visual está mais evoluída que a textual. A inovação para essa linguagem estaria em uma interface semântica, através da qual o computador teria mais controle sobre nossos documentos. Assim, nossos arquivos seriam organizados em função do significado do seu conteúdo e não espacialmente como fazemos hoje, colocando cada documento em uma pasta de acordo com a nossa vontade. Também seria possível fazer um inventário, porém não com o número de vezes que um termo foi usado, mas com base no significado do texto de um documento escolhido previamente.

O Hipertexto e as novas tecnologias

A partir da leitura de ambos os livros é possível discutir a situação atual dos textos. Antes do computador, a produção textual acontecia de forma linear, porque as idéias eram colocadas no papel conforme surgiam. Hoje, não é necessário escrever assim, pois podemos, a qualquer momento, voltar atrás e acrescentar ou remover uma idéia. Não só a produção, como a recepção, se dá de forma hipertextual. Com o computador, produzimos nossos textos de forma fragmentada, isto é, escrevemos e depois invertemos a ordem dos parágrafos, utilizamos imagens e conectamos nossos textos com os de outras pessoas através da Internet. Ao lermos, o processo acontece da mesma maneira, pois lemos uma parte do texto de uma pessoa, depois lemos o texto linkado de outra pessoa, olhamos as imagens e voltamos ao texto inicial. Através da Internet, a disseminação dos textos é muito maior, tornando um desafio diferenciar o texto original das cópias ou edições.
Até onde o homem pode chegar? Após transpassar a barreira do tempo e do espaço, o que mais ele pode criar para atingir o inalcançável? A certeza é que o ser humano não vai parar por aqui. A busca constante pela comunicação - em seu sentido mais amplo, de conectar as percepções dos indivíduos – não cessa. Um exemplo de como a tecnologia vai continuar influenciando a vida do homem, na busca de solucionar ou facilitar o que parecia impossível, é a idéia vislumbrada no texto de Steven Johnson. Em breve, uma nova tecnologia deve permitir ao computador oferecer uma interface semântica. Desta maneira, seria criada uma relação de significação entre nossos documentos e o computador, que estaria apto a “entender” o conteúdo de nossos textos. Então, a máquina poderia reunir em uma mesma pasta documentos com conteúdos semelhantes. Com certeza, facilitaria muito a nossa vida, porque não precisaríamos perder tempo à procura de arquivos. O problema é que talvez assim estaríamos cada vez mais dependentes das máquinas. Mas esse já é outro assunto...

Terça-feira, Março 28, 2006

Análise de sites – Editoria Mundo: Eleições em Israel

por Lucas Barroso e Marília Macedo

Os sites criam artifícios parecidos para prender o leitor/internauta. A folha não traz aparatos visuais além do texto, muito longo, porém explicativo. A Globo Online traz foto que ilustra a manchete, além de galerias de fotos e uma reportagem em áudio. O IG – Ultimo Segundo não traz fotos na capa, mas na página que apresenta a matéria há uma galeria de fotos, e uma reportagem audiovisual da agencia Reuteurs. O portal Terra não fotos do assunto em sua capa, mas na página da matéria há uma foto, além disso, não há outros recursos. Cada site aposta em uma proposta diferente para chamar a atenção do público. O portal Terra traz a noticia como manchete em sua capa, um link sobre uma noticia paralela ao assunto em questão. A Folha também usa esse recurso, mas diferente dos outros sites, traz mais conteúdo, ou seja, é mais completa textualmente. A Globo Online também usa a manchete de capa, e ainda oferece duas galeria de fotos, seis links que complementam a matéria e uma reportagem em áudio da sua correspondente. O IG – Ultimo Segundo, como todos os demais, traz manchete de capa, mas sem foto alguma. Na página da noticia também não há fotos, mas apresenta três links. Um é uma extensão da matéria. O outro é uma galeria de fotos. E o terceiro traz uma reportagem audiovisual. Os textos dos sites são parecidos, apresentam uma linguagem que advém do jornal impresso. E todos recorreram às agencias de noticias. E em nenhum apresenta fontes.

IG

Sobre as eleições em Israel o site Ultimo Segundo do IG, do dia 28 de março de 2006 traz uma manchete do assunto dizendo assim: “Correspondente IG: Israel vira para esquerda”. Uma observação importante a se fazer é que a manchete, em letras grandes, não traz foto alguma. Ao clicar no link/manchete o leitor, além de ser apresentado a noticia (que traz hora e data em que foi publicada) verá um resumo da noticia e outros dois links. Num deles há diversas fotos, no outro há uma reportagem audiovisual produzida pela Reuters. O texto é assinado e traz o e-mail do repórter. O texto tem em torno de 3 mil caracteres. Um pouco longo para a maioria dos internautas. E não se diferencia dos jornais impressos. O único porém é a falta de fontes. A matéria aborda as eleições israelenses e dá ênfase ao fato de que o governo de esquerda recebeu mais cadeiras no senado. No rodapé da matéria ainda há outros links para assuntos de que envolvem Israel.

GLOBO

O site da Globo Online, do dia 28 de março de 2006, traz como manchete de capa as eleições de Israel. “Kadima deverá ter 29 assentos; direita ficará com 50, dizem pesquisas”. A manchete apresenta uma foto sem legenda. Ainda na capa há um resumo da noticia. Além de oferecer ao internauta nove links. Dois deles apresentam fotos, um dos candidatos, o outro da cidade. Outro link traz um reportagem só de áudio, produzida pela correspondente da Globo em Israel. E os restantes são de matérias que complementam ou simplesmente contam algo sobre as eleições israelenses.
Ao clicar na manchete abre uma página que apresenta um titulo diferente da capa (Pesquisas de boca-de-urna indicam vitória de Olmert nas eleições de Israel), a hora e o dia que foi publicada. Agora não há resumo da noticia nem subtítulo. O texto é assinado pela Globo Online e Agências Internacionais. Não é possível precisar o número de caracteres por é protegido contra cópias. Mas o texto também é longo. E não traz fontes.

Folha Online

A Folha Online publicou nesta terça-feira (28), às 17h11, notícia sobre as eleições em Israel. Com o título "Boca-de-urna aponta vitória do Kadima nas eleições de Israel", a Folha oferece na capa de seu site a manchete da matéria e três links, sendo dois para notícias relacionadas e um para a cobertura completa das eleições. A manchete da capa é bastante enxuta e pouco atraente. Tanto na capa quanto na matéria em si, a Folha não apresenta imagens. A notícia possui 2922 caracteres e não é assinada. A forma como a matéria é escrita se diferencia dos jornais impressos, pois os parágrafos são curtos, objetivos e informativos. Além disso, o texto contém uma grande quantidade de detalhes, que poderiam até ser colocados em forma de tópicos, como o número de cadeiras obtidas no Parlamento pelo partido Kadima e pelo Partido Trabalhista, a participação dos eleitores, e a possível coalização que deverá ser enfrentada pelo premiê interino. Desta forma, o site não dá ênfase a nenhuma informação específica. O texto é longo para ser utilizado na Internet, que exige mais agilidade. A matéria apresenta inclusive um subtítulo que fala sobre as medidas de segurança desenvolvidas durantes as eleições. No final da notícia, existem links para outras matérias relativas ao mesmo assunto.

Terra

Em relação às eleições israelenses, o site Terra publicou notícia nesta terça-feira (28), às 17h14. A capa do site apresenta o título “Boca-de-urna: Kadima vence eleições em Israel” e a manchete da matéria, afirmando que o partido fundado por Ariel Sharon é o vencedor. São apresentados dois links para a notícia: um pelo título do texto e um através da frase “Leia Mais...” Ambos os links levam o leitor à mesma matéria. O texto não é muito extenso, pois possui aproximadamente 2.100 caracteres. A matéria não é assinada. Após o primeiro parágrafo do texto, há um link para outra notícia que fala sobre duas pessoas que morreram durante a eleição. Esse link está mal localizado e confunde o leitor, pois parece um subtítulo da matéria. O texto aborda o assunto de forma convincente, apresentando as fontes das quais os números utilizados provém. Os números são referentes às cadeiras no Parlamento obtidas por cada Partido nas eleições e foram divulgados pelos canais de televisão israelenses. Junto à matéria, o portal apresenta uma imagem, referente à comemoração da vitória nas eleições por militantes do Partido. Abaixo da foto, o site disponibiliza links para outras notícias relacionadas ao Oriente. No final do texto, pode-se evidenciar que a matéria foi produzida pela agência de notícias Efe, que detém os direitos sobre o texto.

O futuro do P2P – De vilão a mocinho

Mesmo com toda a ilegalidade apresentada pelos sistemas P2P – pirataria, pedofilia, terrorismo, etc -, já existem projetos lícitos de distribuição de informações diretamente, sem o intermédio de um servidor. Desta forma, o P2P se torna bastante lucrativo, pois através dele os usuários dividem entre si o custo da transmissão de um arquivo muito “pesado”, tornando possível a utilização de diversos programas, principalmente os telefônicos.
É o caso da tecnologia VoIP – Voice over Internet Protocol (Voz sobre Protocolo da Internet) -, que através do programa Skype, permite a realização de conversas de voz em tempo real e com qualidade pela rede. Para utilizar o Skype, basta apenas ter um microfone, uma conexão de 33 kbps e caixas de som ou fone de ouvido. O programa pode ser comparado ao MSN Messenger ou ICQ, onde a comunicação é instantânea.
Além disso, prova de que o P2P pode deixar de ser vilão para se tornar mocinho, é o fato de que até a indústria cinematográfica vem aderindo a esse sistema. Através de um programa de P2P chamado Konitki, o festival Cinequest, da Califórnia, liberou na Internet seus filmes para que pudessem ser assistidos, mas não gravados. A BBC inglesa também entrou nessa onda e lançou um sistema que dá acesso à programação de seus canais diretamente. Com o iMP, o internauta pode assistir aos programas televisivos que depois de sete dias se apagam automaticamente de seu computador.
E não é só no quesito entretenimento que o P2P está auxiliando, afinal os alunos e professores das universidades americanas, alemãs e suecas, através da rede Edutella, vão trocar informações relativas ao estudo, diretamente. Embora ainda existam muitas controvérsias sobre a legalidade de programas que utilizam o sistema P2P, essas redes são uma realidade, que amplia seu número de usuários a cada dia, tornando cada vez mais complicado o controle sobre a disseminação de informação e entretenimento.

Grandes desafios gerados pelos sistemas que distribuem arquivos gratuitamente

Com a popularização da Internet, a busca por conteúdos gratuitos na rede cresceu. A partir de 1999, surgiram sistemas que possibilitam a troca de arquivos de diversos formatos – filmes, músicas, jogos e arquivos em geral – gratuitamente, como o Napster fazia até 2003. Essa nova tecnologia ficou conhecida por P2P, ou peer to peer, que em português significa “de igual para igual”. O P2P permite a disseminação massiva da informação e de entretenimento, pois os programas de download podem ser baixados gratuitamente. Desde seu surgimento, a preocupação em função da pirataria fez com que diversas empresas lutassem judicialmente para bloquear esse tipo de sistema.
Analisando as reclamações das gravadoras brasileiras e com base nas pesquisas realizadas nos Estados Unidos, por Joel Waldfogel e Rafael Rob, da Universidade da Pensilvânia, a venda de CDs dos artistas mais populares, que equivalem a 25% do ramo musical nos EUA, foi prejudicada. Isso ocorreu porque através da tecnologia P2P basta uma pessoa comprar o CD e disponibilizar na rede, em um sistema de trocas como o Kazaa, para outros milhares de usuários da Internet copiarem as músicas com o custo apenas do acesso à rede. Porém, os outros 75% da parcela musical nos EUA, formado por músicos menos conhecidos, foram beneficiados. Com a disseminação gratuitamente de suas músicas na Internet, tornaram-se mais conhecidos e venderam mais CDs.
Apesar da pesquisa ter concluído que o ganho para a sociedade é três vezes maior se comparado ao que a indústria fonográfica perde com o uso massivo das redes P2P, um dos grandes desafios do momento está em manter os benefícios para os consumidores, recompensando artistas, gravadoras e empresas. Outro problema, ainda mais negativo que a pirataria, é a utilização de novos sistemas P2P – que evitam que a identidade dos usuários seja revelada - por terroristas, pedófilos e outros criminosos. As investigações realizadas pelos EUA, através do FBI, mostram que pela rede de trocas são realizadas encomendas de roubos e assassinatos, trocas de fotos e vídeos de pedofilia e até programados ataques terroristas. Com objetivo de evitar que esse tipo de atividade seja desenvolvida, o governo norte-americano realiza ações conjuntas com as polícias de países europeus.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

Marília blogando


Como são as coisas... Sempre gostei de experimentar as vantagens que a Internet me oferecia, tipo Messenger, Orkut, mas Blog!???? Nunca tive interesse de fazer....Vida Simples
Mas fazer o quê?! Embarquem comigo nesta inacreditável aventura: Marília blogando! No final, explico qual foi a sensação!!!
*O motivo desta nova experiência é a aula de Jornalismo Online, que passo a cursar a partir de hoje.